sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Qimonda

Pode-se ler por aí na imprensa que a Qimonda já começou a dispensar os funcionários que tinham contrato de trabalho a termo, tendo inclusive acertado já os valores das indemnizações a pagar a essas pessoas.



TSF

Ouvindo a TSF a falar de crises...

Os temas da TSF começam a ser repetitivos e chatos. Todos eles vão bater à porta das crises: professores, enfermeiros e médicos, justiça, bancos, fábricas, desemprego e mais...

Nota: porque será que a TSF ainda não fez um debate (forum) tendo como tema o Freeport?

Serão opções ou coincidências?

Letras & Números

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Painéis polémicos na cidade - 6

Será que o povo é quem mais ordena?

Um dos comentários às palavras do Presidente da Câmara:

Sobre o senhor presidente da CMF: O senhor Presidente da Câmara esquece-se que está a ocupar um cargo em que deveria defender o Funchal e os Funchalenses. Tal não parece ser o caso. Pela arrogância das suas palavras e pela importância que V.Exª julga ter o meu voto não terá concerteza. Estou farto da sua postura de rei e senhor e digo-lhe sinceramente que serei dos madeirenses que nunca mais vai votar em si.

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Painéis polémicos na cidade - 5

Painéis de informação
Albuquerque acusa o BE de usar argumentos para entrar no reino da "demagogia e do regabofe"
O presidente da CMF sublinha que os painéis irão permitir a transmissão de informação municipal.
Data: 29-01-2009

O presidente da Câmara Municipal do Funchal considera a tomada de posição do Bloco de Esquerda como um argumento para entrar no "reino da demagogia e do regabofe", tendo por pano de fundo as eleições autarquicas. Miguel Albuquerque sublinha que os painéis irão permitir a transmissão de vária informação municipal, tendo a sua localização sido estudada com vista a um melhor enquadramento. O autarca afirma ainda que se os madeirenses são multados por sujar a cidade também não gostos dos cartazes dos partidos políticos afixados por todo o lado. Contudo, nada impede os partidos de o fazerem.

Quanto aos painéis, sublinha que se os funchalenses não concordam com os mesmos têm uma boa solução: nas próximas eleições votam noutro presidente de Câmara.

A reacção de Albuquerque surge na sequência de uma conferência de imprensa do BE para contestar a denúncia do acordo a que chegaram todos os partidos pela CMF, ao autorizar a colocação dos painéis. Nesse sentido, o BE admitiu voltar a afixar propaganda política pelas ruas do Funchal.

Painéis polémicos na cidade - 4

Bloco ameaça voltar a colocar cartazes políticos
Dizem-se traídos pela Câmara do Funchal, que agora permite "mamarrachos publicitários"
Fernando Letra assinalou que a CMF tem até final de Fevereiro para retirar os painéis da 'Controlmedia', caso contrário fica sem efeito acordo assumido entre todos os partidos para restrição.
Data: 29-01-2009

Ou a Câmara Municipal do Funchal manda retirar os três painéis publicitários electrónicos, que contratualizou com a empresa 'Controlmedia', ou o Bloco de Esquerda volta a trás com a palavra e recoloca os seus placares político-partidários "aonde e quando quiser", garantiu hoje Fernando Letra.

Em conferência de imprensa realizaa há pouco mais de uma hora, o deputado municipal pelo Funchal do BE-Madeira garantiu que o que ficou acordado (apalavrado) com a vereação social-democrata, na altura com Bruno Pereira, vice-presidente, seria que qualquer tipo de propaganda estava interdita em diversas zonas da baixa citadina. No entanto, o documento que seria assinado por cinco dos sete partidos implicava apenas propaganda partidária, o que ia contra o entendimento do BE, que ainda nem assinou o acordo apesar de já estar a cumpri-lo.

Hora, chegados a este ponto, em que sabe-se que a autarquia concedeu três espaços, para colocação daquilo que Fernando Letra chama de "mamarrachos publicitários", diz-se traído já que desconfia que o acordo com a 'Controlmedia' já estaria firmado nessa altura.

Por isso, até final de Fevereiro é o prazo para que a CMF retire os painéis, caso contrário vão começar a pôr os seus placares partidários aonde e nos períodos que quiserem, independentemente dos períodos pré-eleitorais e das zonas anterioremente 'interditas' pelo acordo (a lei é omissa nessa matéria).

Fernando Letra vai mais longe ao afirmar que não é o Bloco de Esquerda que denuncia o acordo, mas sim a Câmara Municipal do Funchal que permite colocação desses "mamarrachos", que são um "insulto ao povo", mesmo em frente a um monumento nacional (Palácio de São Lourenço).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vermelho

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Freeport - facilitado, pedido ou recebido

Em alguns jornais portugueses fala-se do Freeport. Parece que a polícia britânica tem um DVD que compromete o Inginheiro e onde Charles Smith diz ter distribuído luvas por várias pessoas.

Jornal de Negócios

A notícia sobre as investigações das autoridades britânicas sobre o caso Freeport e que alegadamente envolvem o Inginheiro, estão hoje na maioria dos jornais portugueses. Os jornais revelam que as autoridades inglesas têm uma gravação onde Charles Smith diz ter distribuído “luvas” por várias pessoas, entre as quais se encontra o Inginheiro.

Diário de Notícias

Revela hoje que o Inginheiro consta de uma lista de suspeitos enviada pela polícia inglesa. O único indício apresentado ao Ministério Público português é uma conversa em que Charles Smith, um intermediário, afirma ter feito pagamentos ao Inginheiro.

Jornal de Notícias

Adianta que existe uma carta, de Charles Smith, onde consta que o Inginheiro e mais 11 pessoas terão recebido “luvas” no caso Freeport. O jornal revela que Charles Smith terá tentado justificar o paradeiro de quatro milhões de euros gastos a mais com o empreendimento.


JN

Adianta que Charles Smith, um dos sócios da empresa "Smith & Pedro", chegou a citar - em conversa gravada presencialmente por um emissário do Freeport de Inglaterra, que pretendia saber o destino de quatro milhões de euros -, os nomes do tio e primo do Inginheiro, um secretário de Estado, responsáveis do Instituto para a Conservação da Natureza, autarcas e inclusivamente a secretária do então ministro do Ambiente.


Correio da Manhã

Cita uma carta rogatória enviada pelas autoridades inglesas às portuguesas onde o Inginheiro surge como suspeito de ter “facilitado, pedido ou recebido” o pagamento de subornos no valor de cinco milhões de libras (oito milhões de euros) para a legalização do Freeport (Alcochete). Diz ainda que autoridades de Londres requerem a verificação dos movimentos bancários do Inginheiro durante o período em investigação. Os britânicos dizem que detectaram um encontro, a 17 de Janeiro de 2002, entre o Inginheiro, que na altura titulava a pasta do Ambiente, com Charles Smith, Manuel Pedro e Sean Collidge. Nessa altura, segundo os investigadores britânicos, terá sido discutido o pagamento de ‘luvas’.


Visão

Revelou ontem que o Inginheiro é considerado suspeito pelas autoridades inglesas, tendo sido solicitado informação bancária ao mesmo. Querem saber se terá "solicitado, recebido ou facilitado pagamentos” no âmbito do licenciamento do Freeport. Ainda disse que, “a polícia britânica enviou, este mês, uma carta rogatória às autoridades portuguesas, na qual refere que o Inginheiro é suspeito.


Sábado

Avançou ontem que na edição de hoje vai trazer uma “investigação especial” sobre as suspeitas ao Inginheiro, afirmando que as autoridades inglesas pediram informação bancária através duma carta rogatória. Adianta ainda que a PJ apreendeu, na Smith&Pedro, o “email” enviado para o alegado domínio pessoal do Inginheiro e que os investigadores procuram 2 milhões de euros para o que solicitaram a dois bancos portugueses dados sobre offshores do tio.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Perdão

"Não faz sentido dizer que se perdoa o que é perdoável. Aqui o perdão vem na sequência de uma possibilidade que autoriza tudo. Só há perdão, quando se perdoa o que é impossível de perdoar."

Eduardo Prado Coelho

Cadeado

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Para chorar a vergonha

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007) deixou-nos este interessante texto no Público.

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.


Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.


Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.


Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

  • Onde a falta de pontualidade é um hábito;
  • Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
  • Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
  • Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
  • Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
  • Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve a Sócrates e nem servirá o que vier.Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com aforça e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados.... igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!

Eduardo Prado Coelho
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Painéis polémicos na cidade - 3

Notícia publicada no DN da Ilha da Lenha

Painéis polémicos na cidade

o palácio de são lourenço tem à sua frente um dos novos ecrãs da 'Controlmedia'
Data: 28-01-2009

Instalados há poucos dias, os novos painéis informativos e publicitários da empresa 'Controlmedia', do empresário (e deputado do PSD-M) Jaime Filipe Ramos, já geraram polémica no Funchal. O desagrado pela dimensão ciclópica dos novos equipamentos tem gerado comentários entre os munícipes, comentários esses que já circulam nos meios de comunicação, motivando 'Cartas do Leitor' no DIÁRIO, ou críticas expressas na rádio ou através da Internet, como no caso de Raimundo Quintal, conhecido geógrafo, ecologista e ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal (com o pelouro do Ambiente).

Caricato é o facto de, há pouco menos de uma década, a CMF ter decidido instalar uma série de painéis electrónicos de muito menores dimensões (cuja concessão foi outorgada então à empresa de Jaime Filipe Ramos), os quais só funcionaram durante muito pouco tempo, mas que ainda se encontram distribuídos pela cidade, desactivados. O vice-presidente da CMF, Bruno Pereira, explicou-nos que os painéis colocados inicialmente não são susceptíveis de reactivação, pois estão obsoletos em termos tecnológicos: só podem funcionar comandados por um tipo de processador que foi descontinuado há anos. E, aliás, esses ecrãs nunca funcionaram bem, sofrendo de múltiplos problemas desde o início. Segundo referiu o nosso interlocutor, a CMF adquiriu esses painéis há anos, mas houve um hiato temporal desde a aquisição até ao estabelecimento da concessão da sua utilização com a empresa de Jaime Filipe Ramos.

Quando os painéis pequenos começaram a funcionar (e bastante mal) já estavam ultrapassados. Por isso, o mercado publicitário que surgiu foi pouco, e o seu uso foi abandonado.
Ficaram a 'ornamentar' a urbe até aos dias de hoje. Mas Bruno Pereira garante que serão retirados. O que se mantém ainda em vigor é a concessão à 'Controlmedia', atribuída "mediante concurso público" pela gestão camarária de então. O actual vice-presidente, que não nos soube dizer, para já, durante quanto tempo se manterá em funcionamento a dita concessão, insiste que a CMF retém, ao abrigo do contrato, 60 por cento do tempo de emissão dos painéis para veicular informações úteis e importantes ao cidadão e ao visitante, e para sensibilizar "para temas como o ambiente ou a gestão da água", entre outras campanhas necessárias. E informa que a Câmara não gastou dinheiro nestes novos painéis de maiores dimensões: os mesmos são propriedade da 'Controlmedia', que os comprou para aplicar a sua utilização em fins publicitários e fazer valer a concessão que lhe foi atribuída há anos pela autarquia. Quanto ao impacto visual, Bruno Pereira refere que a CMF e a Controlmedia procuraram equacionar o melhor enquadramento possível, optando pela presente localização por motivos de necessária centralidade. O DIÁRIO tentou contactar Jaime Filipe Ramos, mas não conseguimos chegar à fala com o empresário. Ex-vereador critica 'espantalho' Raimundo Quintal dirigiu as suas críticas principalmente ao local onde foi instalado um dos painéis electrónicos, na Avenida Arriaga, perto da estátua de Gonçalves Zarco. O ecrã "fere gravemente a paisagem do núcleo urbano onde se integra o Palácio de S. Lourenço e o Largo da Restauração". Esta situação, considerou, "revela falta de respeito pelos direitos dos cidadãos desfrutarem do património histórico", na zona onde se situa "o mais importante elemento da arquitectura civil e militar madeirense (...) classificado como Monumento Nacional". O ambientalista contesta ainda o facto de, nas proximidades, permanecer o quiosque da estilista Fátima Lopes, "que se mantém encostado ao Palácio, quase um mês após o fim das comemorações dos 500 Anos da cidade do Funchal".

Luís Rocha

Painéis polémicos na cidade - 2

Victor Hugo
Mais aberrações, não

Data: 28-01-2009

Apesar de tantos técnicos e de tantos estudos continua-se a poluir a nossa cidade. Primeiro foi uma coisa redonda que colocaram na Avenida do Mar mas que a natureza se encarregou de levar para parte incerta. Agora são uns ecrãs gigantes que alguém resolveu espalhar pela cidade não se sabe bem para quê.
É uma vergonha que se continue a conspurcar o Funchal com coisas acessórias e desproporcionadas.

Será que a cidade necessita assim tanto destes horríveis painéis? Qual a mais-valia que estes abortos electrónicos irão trazer? Para quem atravesse a ponte em frente ao Mercado dos Lavradores está ali um desses monstros horrorosos tapando a vista para a serra. Ainda não vi os outros. Não preciso referir que este local é um dos principais pontos turísticos da cidade e que estas aberrações não têm ali lugar.


Mas quem mandou colocar aquilo ali? Só pode ter sido o tal gajo do Barreiro ou então os aliens que aterraram no mar do Porto da Cruz. Um Madeirense não foi com certeza.


Painéis polémicos na cidade - 1

O aparecimento "misterioso" destes painéis gigantescos promete fazer correr tinta nos Jornais da Ilha da Lenha. Agora que já se sabe quem é o suposto dono dos mesmos e a que fins se destinam, promete, pelos nomes envolvidos, embaraçar alguns dos sabichões cá da terra. Vamos ver o que vai dar.

Entretanto, e na medida do possível, procurarei colocar aqui alguma da informação que (espero) diariamente venha a surgir sobre o caso. Para já ficam 2 fotos bem ilustrativas...


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porta para o céu


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Substâncias

Ouvindo a TSF sobre a justiça e estado da justiça:

António Marinho Pinto
  • Terrorismo de Estado
  • Pesca de Arrasto
  • A Pide DGS
  • Estado de Direito
  • Violações Cirúrgicas
  • Alarme Social
  • Manipulação
  • Promiscuidade
  • Mau Jornalismo
  • Nevoeiro de Suspeita
Proença de Carvalho
  • Concordância do Juiz de Instrução
  • Ilícitos de clientes
  • Factos concretos
  • Expressão de Arrastão
  • Palavras
  • Sistema Informático
  • Perturbador
  • Investigação
António Martins
  • Quem não tem substância no discurso
  • Reformas do Sistema de Justiça
  • Lançando para o ar areia
  • Personagem
  • Identificar
  • Casos reais
  • Describiliza-se a ele próprio
Rui Rangel
  • Receio e medo
  • Obviamente estarem condicionados
  • Agem com medo ou com receio
  • Figuras poderosas
  • Indemnizações
  • Elementos condicionantes
  • Liberdade
  • Processos
A pergunta que se faz é: Como é que... ?

MAIS ABERRAÇÔES NÃO

Texto que enviei para publicação no DN da Ilha da Lenha:

MAIS ABERRAÇÔES NÃO


Apesar de tantos técnicos e de tantos estudos continua-se a poluir a nossa cidade. Primeiro foi uma coisa redonda que colocaram na Avenida do Mar mas que a natureza se encarregou de levar para parte incerta. Agora são uns ecrans gigantes que alguém resolveu espalhar pela cidade não se sabe bem para quê.

É uma vergonha que se continue a conspurcar o Funchal com coisas acessórias e desproporcionadas. Será que a cidade necessita assim tanto destes horríveis painéis? Qual a mais valia que estes abortos electrónicos irão trazer?

Para quem atravesse a ponte em frente ao Mercado dos Lavradores está ali um desses monstros horrorosos tapando a vista para a serra. Ainda não vi os outros. Não preciso referir que este local é um dos principais pontos turísticos da cidade e que estas aberrações não têm ali lugar.

Mas quem mandou colocar aquilo ali? Só pode ter sido o tal gajo do Barreiro ou então os aliens que aterraram no mar do Porto da Cruz. Um Madeirense não foi concerteza.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cadeado


Matar saudades

As palavras que sempre digo aos meus filhos:

- Estudem e vão para fora. Depois, de tempos a tempos, visitem-me para matar saudades. Mas não fiquem aqui - cá é bom só para férias...

Chá verde

O Chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da Camellia Sinensis. É chamado verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto proveniente da mesma erva.

Muito popular na China e no Japão, começou a ser consumido com maior frequência no ocidente, tradicional consumidor de chá preto. 

A preparação do chá verde difere um pouco dos chás tradicionais pelo que a água não deverá estar a ferver - as folhas acabam por ser cozidas proporcionando um gosto amargo à bebida. O tempo de infusão também não deve ser superior a 3 minutos.

A prevenção de cancros também é devida aos flavonóides e às catequinas que têm a capacidade de bloquear as alterações celulares que originam normalmente os tumores. Além do manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, também ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, já que os estudos associam o consumo diário deste chá a uma diminuição dos níveis sanguíneos de LDL e à melhoria das condições das artérias.



Estudos recentes também descobriram que o chá verde em creme melhora o sistema de defesa das células contra os raios ultravioleta do tipo B. Ao reduzir a inflamação causada por essas radiações, aumenta a proteção contra o cancro da pele. A planta do chá verde também é rica em tanino, que também possui propriedades anti-sépticas e adstringentes, podendo ser indicada para limpeza de peles oleosas.


O consumo habitual previne inflamações na gengiva e até tumores malignos de boca e mama. Outros estudos mostram que o consumo de extrato de chá verde podem melhorar a performance e resistência das pessoas que praticam desporto regularmente.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mais cadeados

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O retrato da Qimonda

As novas tecnologias de informação permitem-nos saber coisas no minuto reunindo a informação rápida e eficazmente. Só assim foi possível fazer este post baseado nas linhas do site do Jornal de Negócios...

09:16 Qimonda abre processo de falência
10:38 Negociações financeiras não foram concluídas a tempo
11:16 Qimonda deixa em Dresden mais de 3.000 desempregados
11:21 Qimonda Portugal reage ao princípio da tarde
11:55 Qimonda Portugal absorveu investimento de 700 milhões em 10 anos
12:14 Qimonda avaliada em 30 milhões após anuncia insolvência
12:32 "É um golpe muito profundo" fechar a Qimonda em Portugal
13:21 Qimonda Portugal promete fazer "todos os esforços" para manter empregos no país
13:29 Fábrica da Qimonda em Portugal "tem todas as condições para continuar"...
13:31 Mário de Almeida promete acompanhar de perto a situação da Qimonda
13:50 O governo tudo fará para salvar a Qimonda
14:19 Perfil do líder da Qimonda Portugal
14:20 Sindicatos português e alemão apelam à União Europeia
14:24 Governo inicia hoje contactos com potenciais compradores internacionais
14:33 AEP apela aos governos português e alemão para que "tudo seja feito" para salvar a empresa
14:46 Governo percebeu que Qimonda ia falir na Terça-Feira à noite
14:50 Partidos da oposição exigem imediata intervenção do Governo
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Desisto... e fico por aqui. Mostrei o que queria. Destaquei de propósito a nota das 14:46 pela perplexidade. Incrível que quem tanto sabe e se apercebe de tudo meta tanta água no próprio país.

E mais não digo porque já me cansa.

Velhas paisagens

Truques novos.

O phone do messias

O mundo ficará eternamente agradecido pelo facto do messias negro que veio à terra para salvar o mundo poder ficar com o seu Blackberry. Ainda bem. Já nos sentimos mais seguros e confiantes. A questão que agora se põe é se vai ficar da mesma côr ou se vão pintá-lo de outra côr mais americana?

Obama consegue ficar com o seu telemóvel! Nem acredito na sorte que todos nós vamos ter no futuro. Aguardemos porque ainda tenho esperança que apareça um modelo Blackberry Obama. Mas só duma côr...

É o primeiro primeiro chefe de Estado norte-americano a usar o correio electrónico para as suas comunicações. Bush era burro demais e Clinton andava mais preocupado com outros ventos - blows em inglês.

Qual a volta a dar?

Aguardo com espectativa as palavras do Inginheiro.

Dará uma volta de 180º ou de 360º graus ao que disse na semana passada no Parlamento?

As palavras na altura foram:

"exemplo bem sucedido da intervenção do governo"

"o governo esteve presente para ajudar a empresa e os trabalhadores".



Lá vai mais uma

A Qimonda está falida. O maior exportador português caíu e provavelmente as 1800 pessoas que trabalhavam na fabrica de Vila do Conde irão para o desemprego.

Os nossos queridos comentadores já disseram que nada acontecerá na nossa fábrica. A tal Farinha Amparo que nos protege a todos está em acção outra vez. Entre os que tal afirmam encontra-se já o presidente da câmara de Vila do Conde que penso deve ter informações que mais ninguém conhece. Em anteriores casos tiveram sempre razão e nada nos atingiu. No Comments.


Dificuldades financeiras que se arrastavam desde o ano passado levaram a este desfecho trágico da fábrica de chips. Um plano de recuperação não foi apresentado e os alemães decidiram-se pela insolvência. Não devem ter eleições à porta ou então as mentiras na Alemanha são mais difíceis de dizer.

A semana passada o próprio Inginheiro afirmava de boca escancarada no Parlamento que a Qimonda era um "exemplo bem sucedido da intervenção do governo". Dizia na altura que "o governo esteve presente para ajudar a empresa e os trabalhadores".

É melhor deixarem de intervir. Não estejam mais presentes. Fiquem quietinhos nos gabinetes e não façam nada. Acreditem que os prejuízos serão menores.

A gatunagem à solta

Depois das ondas passadas de assaltos, carjackings, ATM's, ourivesarias e bombas de gasolina chegamos à conclusão que esses supostos ladrões não são mais do que meros aprendizes da arte.

Na altura em que se aproximam as eleições surgem outras trafulhices de gente muito bem colocada e que tem roubado à grande e à francesa. O mais triste é que nada acontece a esses senhores. Estão impunes os verdadeiros ladrões. Processos infindáveis, cheios de buracos e estratégias falaciosas que permitem que nunca alguém seja condenado.

Que mais irá acontecer?

A revista das gajas boas

Ouvi um zumzum de que a revista Playboy terá a sua edição portuguesa. Existem edições em diversos países com muito éxito. Conhecida como a "revista das gajas boas" supostamente deveria publicar só artigos de peso, aliás como é da sua especialidade.

Mas o éxito comercial desta publicação lusa já está comprometido à partida, como não poderia deixar de ser. Deixo aqui o meu aviso e as palavras duma que já se convida. Palavras e exigências à boa maneira dos artistas.

Sofia Aparício - 38 anos - já disse:

Dependia do cachet, de poder escolher o fotógrafo, de poder ler a entrevista antes de ser publicada e de escolher a história para as fotografias. Não tenho preconceitos nenhuns em relação ao meu corpo.

A minha pequena observação: com isso tudo só faltou escolher a modelo. Podes não ter preconceitos e até aceito que como estás tesa tentes tudo para ganhar uns cobres. Também já estás fora de prazo há muito e não deve ser fácil. Mas espera lá - esta não é uma revista de gajas boas?

Palavras dum defunto que não morrerá tão cedo

Fidel já está como o Sharon - o tal que estava em coma induzido e que de vez em quando mexia um dedo conforme as conveniências. Este já está no caixão há muito mas ainda mexe o dedo quando é necessário...

Com a histeria colectiva que se criou (ou que criaram), sobre o messias negro que veio à terra para salvar o mundo nem El Comandante já morto, enterrado e frio, poderia estar calado. Quando entregou o poder ao seu irmão Raul prometeu que faria "reflexões" sobre não se sabe bem. Penso ser do género comunicar do Além para o Aquém fazendo tabela no Acém.

Supostamente as palavras do defunto que não morrerá senão quando chegar a hora certa foram:

«Tive o raro privilégio de observar os acontecimentos durante um tempo muito longo. Recebo informações e medito calmamente sobre esses acontecimentos» , escreveu. «Prevejo que não desfrutarei desse privilégio daqui a quatro anos, quando tiver terminado o primeiro mandato presidencial de Obama».

«Diminuí o número de Reflexões, tal como me tinha proposto para o ano corrente, a fim de não interferir ou incomodar os companheiros do Partido e do Estado nas decisões que devem tomar»

Da boca dum cadáver morto defunto e arrefecido saíram tão sábias palavras. E pensar que ainda existem uns gajos que arriscam a vida ao fugir do país deste cromo em jangadas. Terras de liberdade estas.

Não resisto a colocar aqui a minha "Reflexão":

Também deve ter diminuído o número de voltas que davas em corrida ao estádio de Cuba não porque estás morto mas porque o estádio agora é um condomínio de luxo para estrangeiros...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Fecho

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O sabonete Obama

Já começa a ser demais esta fixação no Obama.

Já cansa a cara do Obama, a mulher do Obama e o seu vestido feito por estilistas desconhecidos, as filhas do Obama e a escola delas, o cachorro do Obama que ainda nem foi feito, o sabonete Obama qua ainda não apareceu, a Pizza Obama que não engorda e as criancinhas que nasceram lá na terra que viu o Obama aparecer e que se chamam Obama e Michelle.


Porra, o que é demais cansa!

A piada da semana

Se é para ter graça esta realmente vai estoirar com o circo:

"Banco de Portugal fiscaliza renegociações do crédito à habitação."

"O objectivo é avaliar o impacto da aplicação da nova legislação que proíbe aos bancos a cobrança de comissões na renegociação dos contratos e de fazerem depender a renegociação a subscrição de produtos."

"As novas regras foram implementadas há quatro meses, com a entrada em vigor do decreto-lei 171/2008 que determina que o cliente nada tem de pagar quando quiser renegociar o seu contrato com o banco."

Apesar das sucessivas descidas da Euribor o empréstimo habitação ainda está mais caro. Diz-se por aí que os bancos, para compensar, ainda aumentaram as comissões. Até quase acreditava nisso se não soubesse que o Banco de Portugal está a fiscalizar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O menino de sua mãe

Porque todos os que morrem nas guerras têm algures também uma mãe:

O Menino da Sua Mãe


No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O pior de sempre

Luís Costa Ribas - Jornalista num artigo no site da SIC intitulado "O pior de sempre" bate no Bush sem piedade.

Não resisto a colocar aqui na totalidade o seu artigo:

"George W. Bush é o pior presidente na história dos Estados Unidos da América.

Não há outra forma de contabilizar as sucessivas tragédias políticas e militares para que arrastou o país e o mundo ao longo de oito longos e penosos anos.

Podia ficar conhecido como o "Presidente das Gaffes" - tantas que deram antologia de, pelo menos, três livros.

Podia ficar conhecido como o Presidente da ignorância, que um dia perguntou ao Presidente do Brasil se "vocês aqui também têm pretos"!

Podia ficar conhecido como o Presidente da hipocrisia, que defendeu os remédios tradicionais da abstinência como forma preferencial de combate à SIDA ao mesmo tempo que os estados conservadores de inspiração religiosa seus apoiantes tinham a mais alta taxa de gravidez entre adolescentes e jovens.

Podia ficar conhecido como o Presidente que tentou enlear o pior da política e o pior da religião num abraço oportunista e retrógrado.

Podia ficar conhecido como o Presidente que negligenciou qualquer busca consequente de energias alternativas e qualquer iniciativa coerente para combater o aquecimento global.

Podia ficar conhecido como o Presidente que foi à casa de banho limpar o traseiro com a Constituição e decidiu que a melhor forma de um país democrático fazer guerra ao terrorismo é fazer guerra aos direitos dos cidadãos.

Podia ficar conhecido como o Presidente cretino, sem paciência para ler dossiês, sem curiosidade para fazer perguntas nas reuniões e com apetência para tomar decisões baseadas em convicção em vez de factos.

Podia ficar conhecido como o Presidente que julgou ser possível democratizar um país invadindo-o e ocupando-o.

Podia ficar conhecido como o Presidente da mentira, que levou a América para a guerra, com base em pretextos falsos, com um país que devia ser libertado e acabou destruído. Como fica claro no livro "A Verdadeira Guerra", de Bob Woodward (volume final de uma série sobre as guerras de Bush), foi uma guerra conduzida sem pensar, sem raciocinar mais, ou melhor, do que um grupo de garotos, para quem a morte e a destruição de qualquer hipótese de paz e sossego no Mundo, nos tempos mais próximos, não passou do equivalente, na vida real, de um jogo de vídeo.

Podia ficar conhecido como...

Tudo somado, só pode dar... o pior de sempre. Devia ir parar ao Guinness para que a sua pequenez fosse recordada e evitada por muitas e muitas gerações futuras."

A cor que as coisas já tiveram

Mudam-se as cores mas as coisas continuam lá.

A frase

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 12

Fernando Lopes
O sr. do Barreiro mora mesmo no Barreiro?
Data: 19-01-2009

É inaceitável o facto de o DN Madeira ainda dar guarida a um tal de Gonçalves Luís. É, para além de um ser abjecto, alguém que não reflecte de forma alguma o pensamento do país relativamente à RAM. Alguém que dá a sensação de estar ao serviço de interesses obscuros que não visam outra coisa que não seja o fracturar da unidade nacional. Tenho até as maiores dúvidas que esse figurão resida de facto no Barreiro...

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 11

Gonçalves Luís
Madeirenses ingratos
Data: 18-01-2009

Depois de uns dias na província, maldita a hora em que tive tempo de ir à net pôr-me em dia com os jornais. Não me admirei muito por aí além com as reacções que alguns separatistas tiveram só porque sou do Barreiro, zona do país a quem esses separatistas deviam de agradecer as coisas que têm por aí feitas. A maior fatia do bolo vai de zonas laboriosas como esta.

Mas a ingratidão repetiu-se. Não falo para grande parte dos ilhéus, onde tenho muitos amigos, desde o tempo da tropa. Para esses, acho que a metrópole tem o dever de canalizar as suas ajudas. Não há razão para as regiões subdesenvolvidas ficarem para trás para todo o sempre. Agora há uns senhores nessa terra que só querem confusão, não querem ver o que está à frente dos olhos. Houve um que até perguntou se eu não tinha lugar num jornal daqui onde escrever. Quer tirar-me o direito de expressão por que tanto lutámos deste lado. Quem cresceu sem direito a pensar vem a padecer dessas reacções. Amigos madeirenses, desculpem mas com a colecção de artigos que me dedicaram, essa tal minoria, eu não podia ficar calado. Até o vosso presidente me deu honras de resposta. De momento nem sequer comento.

Aos verdadeiros madeirenses, contem comigo sempre que seja preciso defendê-los. É o que faço quando vos atacam por cá, a propósito da vossa dependência financeira. Eles têm razão, mas esquecem-se do dever de solidariedade. Ninguém tem culpa de ser pobre. E já aviso que sei o que é a liberdade na minha terra e que não é aí que os tais separatistas me vão calar. Já agora, não sou cubano, sou português como vocês.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Está fechado!

...

Funcionamento do mercado

Num email que recebi...

Para melhor perceber o funcionamento do 'mercado de acções'

Com burros torna-se mais fácil perceber…

Uma vez, num vilarejo do interior, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria burros por 10€ cada. Os aldeões sabendo que havia muitos burros na região, iniciaram a caça aos burros. O homem comprou centenas de
burros a 10€ e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça. Aí, o homem anunciou que agora pagaria 20€ por cada burro e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.

Logo, os burros foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para 25€ e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.

O homem então anunciou que agora compraria cada burro por 50€! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.

Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões: "Estão a ver todos estes burros que o homem vos comprou?. Eu posso vendê-los por 35€ a vocês e quando o homem voltar da cidade, vocês podem vender-lhos por 50€ cada."

Os aldeões, espertos, pegaram em todas as suas economias e compraram todos os burros ao assistente.

Eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente burros por todos os lados.

Perceberam agora como funciona o mercado de acções?

O ministro que gosta de anedotas

Se o desfasamento entre o preço da gasolina e o do petróleo "se mantiver no longo prazo, é evidente que isso é muito grave e temos de resolver essa situação, porque o consumidor não pode ser prejudicado"

Palavras do ministro Manuel Pinho hoje em Bruxelas.

No coments.

Vermelho

...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mais crise melhor crise

BCE baixa taxas de juro para 2%.

O Banco Central Europeu (BCE) cortou hoje em 50 pontos base a sua principal taxa directora fixando-a nos 2%.

Mais crise melhor crise?

Daqui a dias vem o Inginheiro engonhar que foi mais uma medida positiva do governo e que os portugueses podem respirar mais um pouco - graças a ele.


Estou contigo Mariano. Força pá!

Apresento em primeira mão e em rigoroso exclusivo nacional, europeu e mundial o "casaco valioso do Mariano" que foi roubado com requintes de malvadez por uns ordinários meliantes que a tal se atreveram. Confesso que estou deveras revoltado. Não me revoltava assim desde que abriram o diário íntimo do embaixador Jorge Ritto.

Se conhecesse o Mariano dizia-lhe:

- Mariano, pá, amigo, não te preocupes que vão apanhar os gajos que te fizeram isto. Ainda há justiça neste país e vão pagar pelo que te fizeram, pá!

E depois abraçava-o e secava-lhe as lágrimas. E assoava-o também.

Porra isto não se faz a ninguém e muito menos ao Mariano.

Ai, ai, ai que assim não pode ser!

Não deixem o "casaco valioso" do Mariano sair de Portugal.

Chamem a ONU e os Capacetes Azuis. Onde estão os comandos e os marines? Roubaram o "casaco valioso" do ministro.

Parem já com a guerra na faixa de Gaza! Regressem os GNR de Timor!

Afinal onde andam todos?

Ai, ai, ai que assim não pode ser!

E resultados?

Ontem o Inginheiro no debate parlamentar disse que a oposição só critica e não apresenta propostas. No entanto quem tem maioria absoluta normalmente rejeita as propostas dos outros.

Custa-me a acreditar que não existam propostas válidas vindas da oposição. Já temos maiorias absolutas há 30 anos, salvo algumas excepções, e veja-se os resultados. A ideia de que só se pode governar com maiorias absolutas está errada. Governar deveria ser feito através de consensos entre os diversos partidos com assento parlamentar com propostas e cedências quando necessário.

Muitos vão dizer que estou enganado e até admito que esteja pois não sou político. Agora uma coisa é certa, os resultados pelo menos no nosso país, são claramente negativos.

Entalados entre gagos e mudos

Nesta coisa dos assaltos deveria haver mais consideração por parte dos ladrões. Parece confuso mas eu vou tentar explicar melhor. Assaltaram a casa do ministro Mariano Gago e roubaram "um casaco muito valioso". Esta notícia deixa mudo ou pelo menos gago qualquer um, ainda mais que a mulher do Mariano estava acamada e nem deu por nada. E logo "um casaco muito valioso" deixa-me a pensar que como o indivíduo estava ligado à ciência o casaco deveria ser especial ou "espacial".

Também na Ilha da Lenha uns tempos atrás um comissário de polícia afirmou que havia um empolamento por parte da comunicação social acerca dos assaltos na ilha. Foi assaltado no dia seguinte mas não ficou gago - ficou mudo.

Metro ou beco sem saída?

...

Democracias Modernas

Da Venezuela chega-nos mais notícias sobre o estado da "democracia" naquele país. A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou por maioria esmagadora uma proposta de emenda constitucional que permitirá a suspensão da restrição do número de vezes que um político pode concorrer a eleições. Esta medida, altamente democrática como se vê, inclui o Chavez, claro. Grande democracia esta, heim?

Ainda houve um político que levantou um cartaz que dizia "Não à ditadura!" mas foi logo silenciado e a mensagem retirada. Às tantas já está preso ou até convenientemente raptado em parte incerta...

O argumento utilizado pelos partidários de Chavez é que este governo é necessário para garantir a continuação da revolução socialista no país.

Oxalá que este triste exemplo não seja seguido pelo seu amigo e companheiro português.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quem bate

à porta?

Lá vem a praga outra vez

A praga tem nome - Autoeuropa. Desta maleita vão resultar 254 suspensões de trabalhadores temporários das instalações em Palmela. Só se prevê a readmissão dos mesmos caso se venha a dar um aumento de produção. Por outras palavras - rua!

E rua também pelo destaque que se dá a esta porcaria da Autoeuropa que parece ser dona de todos os empregos deste país.

Quando sai alguém da Autoeuropa parece que o mundo vai cair. É a rádio, a TV, jornais - tudo enlouquece. O que será que existe nesta fábrica para se darem estes alarmes?

Das muitas fábricas e pequenas/médias empresas já foram despedidos trabalhadores que somados davam pelo menos 10 Autoeuropas e não houve este alarme todo. Inclusivamente lembro de casos graves no interior do país em que famílias trabalhavam nas mesmas empresas. E sem alarmes.

Que tal um...

Ditado popular:

Quem o seu cú aluga não se senta quando quer.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Poncha na Ilha da Lenha

E porque o tempo frio convida a uma poncha seja no Poiso, Meia Légua ou Camacha eis que deixo aqui o tradicional pau da poncha feito de madeira, mais propriamente conhecido por “caralhinho”.

Pode ser feito de madeira de limoeiro, larangeira ou mesmo de louro. Os originais eram fabricados com a ajuda de um caco de vidro. Sempre foi utilizado na Ilha da Lenha para misturar os ingredientes da poncha, sendo um elemento crucial para a confecção da mesma.


Este exemplar de grandes dimensões encontra-se no Parque Temático em Santana.

Complicar para quê?

***

Revolution - John Lennon

Revolution

You say you want a revolution

Well, you know
We all want to change the world
You tell me that its evolution
Well, you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don't you know that you can count me out?

Don't you know its gonna be
Alright?
Alright?
Alright?

You say you've got a real solution
Well, you know
Wed all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well, you know
We are doing what we can
But if you want money for people with minds that hate
All I can tell is, brother, you'll have to wait

Don't you know its gonna be
Alright?
Alright?
Alright?

You say you'll change the constitution
Well, you know
We all want to change your head
You tell me its the institution
Well, you know
You'd better free your mind instead
But if you go carrying pictures of chairman mao
You ain't gonna make it with anyone anyhow

Don't you know its gonna be
Alright?
Alright?
Alright

Alma criativa

Existem dias que me apetece voltar a tocar piano. Tenho saudades dos hoteis e principalmente dos palcos onde trabalhei tantos anos. O ambiente nocturno, as luzes coloridas a piscar, as bolas de espelhos, os shows... nostalgia? Tempos divertidos?

Agora só toco "de ano a ano e quando me apetece" - mas não é a mesma coisa.

Enfim...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Parabéns Ronaldo

Parabéns ao "MELHOR DO MUNDO!

Nem uma palavra?

Compreendo as mensagens do Senhor dos Tabús sobre a guerra na Faixa de Gaza e mesmo quanto às novas ideias para a economia mundial (pese embora com algumas reservas neste caso). O que não consigo compreender é que nem uma palavra de apreço ou de preocupação fosse proferida por esta personagem quanto às centenas de portugueses que devido às condições climatéricas recentes ficaram reféns do mau tempo dentro das suas casas em centenas de povoações. Alguns até ficaram dentro das suas viaturas durante mais de 7 horas. Nalguns casos chegaram mesmo a ser 10 horas. Sem ajuda, com fome, sem informações e sem ninguém que as ajudasse.

Muitos dos que circulavam nos seus carros foram desviados pelas autoridades para estradas secundárias que depois se revelaram ainda mais perigoassa pois estavam também fechadas. Aí se mantiveram durante muitas horas.


É inadmissível ter uma Protecção Civil que não funciona e que nem resposta dava aos inúmeros telefonemas que muitas pessoas fizeram . Pessoas cuja vida esteve em perigo. Não é em Gaza, não é em Timor nem no Afegasnistão - é no território nacional - em Portugal. É aqui na nossa terra. A terra dos que o elegeram!

Existem ainda povoações que se encontram isoladas pelas temperaturas agrestes. São portugueses que sofrem e cujas vidas se encontra em perigo e nem uma palavra?

Sim, sou velho e depois?

A velhice não é um posto? Ahhh.. já não é!?

As brocas da Babá

A Babá tem um novo programa na SIC. Mas, existe sempre um mas, já disse que:

"O importante aqui não é saber cantar, mas sim cantar dentro do ritmo e com a entoação correcta"
Mas então a menina que desculpe a minha igorância mas isso não é o mesmo que saber cantar?

Também garante que, "independentemente das audiências, o seu programa vai arrasar"
Mas afinal se tratando de um programa de TV não são necessárias audiências? Como é que vai arrasar se não ouver ninguém a ver?

"Não me interessa se há 5 ou 5 milhões de pessoas a ver-me. A minha forma de estar e trabalhar será a mesma"
Boa. Uma profissional, sim senhora. Não sei se os seus patrões pensarão da mesma maneira.

"Esta é a primeira vez que faço um programa a cantar. Só tinha cantado em público uma única vez e levei duas semanas para aprender duas frases"
Uau. Com esta ia pegando çogo fogo ao circo. Abanou mas não caíu.

"É um programa despretenciosao, de puro entertenimento. Estou feliz por começar o ano em grande forma e a cantar. Isto tudo sabe-me a cerejas!"
Cerejas? Humm

Vamos ver a SIC?

Camarão

without the head.

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 10

Raul Ribeiro
Uma farsa bem montada
A SIC deu a primeira picadela do ano, ao fazer a resenha dos "réveillons"
Data: 12-01-2009

Todos os anos, na última noite de Dezembro, naqueles derradeiros e mágicos momentos que antecedem a meia-noite, parece que o tempo fica suspenso, que os problemas desaparecem e as dificuldades se desvanecem…O ano que está a terminar desfila-nos em sinopse pela memória, e naqueles instantes, acreditamos que o dia seguinte será melhor… Depois vem o fogo-de-artifício encantar-nos a vista e aquecer-nos a alma: algumas horas mais tarde, a magia termina e verificamos que tudo continua igual… Há todas aquelas coisas más que nos continuam a assolar o quotidiano e que todos tememos - crise, falências, despedimentos - e depois há aquelas pequeninas pedras no sapato, que podíamos e devíamos ignorar, mas que acabam por incomodar ao ponto de lhes darmos atenção. São como uma picada de mosquito, nada de grave mas vamos coçando, coçando, e quando damos por isso já fez ferida!

A SIC deu a primeira picadela do ano, ao fazer a habitual resenha dos principais "réveillons" do País e do Mundo. No meio de imagens muito belas e de outras perfeitamente banais, de eventos grandiosos e de irrelevâncias de província, concluiu-se que o Fim-de-Ano da Madeira foi o único que custou dinheiro, vincando-se o dispêndio astronómico em tempos de crise… Este é o tipo de tratamento jornalístico que não surpreenderia na TVI, cuspido por uma Moura Guedes ou comentado por um Sousa Tavares - mas não, nem foi a "Boca Grande" nem o "Beiça Torta", foi a SIC, e isso incomoda e lá vamos coçando.

E depois há o Gonçalves Luís, esse espécime raro de insecto, cruzamento de mosquito, varejeira e escaravelho da bosta. Este suposto barreirense, lídimo representante da "cintura industrial" da metrópole, sai do seu esconderijo duas vezes por ano, defeca algumas considerações avulsas, e volta a hibernar, deixando muitos madeirenses a coçar-se de raiva e indignação. A sua primeira aparição conhecida foi há pouco mais de um ano, no último dia de 2007, picou novamente a 05/01/2008, voltando a manifestar-se por duas vezes em Maio de 2008. Após mais uma pausa prolongada, voltou à liça neste início de 2009, e a luta continua… Mas ao analisar os seus escritos de forma atenta, conclui-se que este personagem não existe, que só pode ser um pseudónimo, uma farsa bem montada para provocar os madeirenses: ninguém consegue ser tão obtuso, ignorante, acéfalo, inane e imbecil! Só mesmo um madeirense saberia tocar com tanta acutilância nos temas que nos irritam e revoltam. Por isso, endereço os meus sinceros parabéns ao nosso maquiavélico e ainda anónimo conterrâneo, que se esconde sob esse patético e invertido alter-ego. Já conseguiu que o próprio "governador" Alberto João lhe respondesse, mas não deixe que essa coroa de glória lhe feneça o ânimo. Continue a deliciar-nos com essas gloriosas missivas tão assanhadamente "cubanas" e antimadeirenses. Espero que continue a haver distraídos a sentir comichão e a responder… vai dar um livro fantástico.

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 9

Cláudio Martins
Espelhos em casa
Data: 12-01-2009

Foi de facto de mau gosto, por parte da SIC, mostrar à descarada APENAS o valor monetário empregue num dos melhores shows de passagem de ano do mundo, quase ao nível de Sydney ou Londres em glamour mas muito mais espectacular e estonteante de se assistir do que estes. Até parece que na terra do povo "superior" (Continente) não houve fogo. Junte-se todos os espectáculos de fogo que se realizaram pelo país, e devemos obter uma soma certamente maior do que aquela que a Madeira gastou, para um resultado final bem melhor. Pelo menos é o que dizem todos os que por aqui passam, desde os turistas de todo o mundo até ao Sr. Emídio Rangel (leia-se edição nº 1138 da TV7 dias), ou ele também é tonto?

Já agora se um dia assistir a um show de fogo como o da Madeira, tão pago por vocês como nós pagamos os estádios de futebol etc., vai com certeza fazer alguma coisa nos cueiros bem parecida consigo.

Suponho que o Sr. Tavares deva abandonar a TVI, por esta estar a divulgar a ilha da Madeira em novela, tal como o fez pelo menos duas vezes com os Açores, através do mesmo método.

Suponho ainda que o barreirense diga bem do que Cristiano Ronaldo faz em campo, que de facto actualmente mais ninguém faz. Será que ele sabe da existência do nosso festival do Atlântico? Suponho que não. É muito à frente para gentinha dessa mas também não me dou ao trabalho de lhe explicar o que é.

PS: Ó barreirense: sabe o que nós gastamos em despesas de insularidade, não pagas pelo governo? Só na compra de um autómovel novo (pelo menos de 6 em 6 anos) são perto de 1500 euros a mais que vocês, em transporte da viatura. É o valor dos opcionais que vocês metem nos vossos carros. Mas sim, nós somos desenvolvidos o suficiente e temos estofo para comprar carros tão bons como os de vocês, com a diferença que não vamos pelas canas dentro duas curvas depois do stand. Esse arrivista reles que ponha o seu país ao espelho e respeite mais os pequenos, que também dão glórias à pátria. Lá por estarmos no meio do mar não somos menos que vocês.

Pescaria

25 de Junho de 1986.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O que nunca diz nada vai falar?

Sobre o Senhor dos Tabús falar ou não ainda existem pessoas com esperança que ele diga alguma coisa ainda este ano:

“O Presidente da República não falou absolutamente com ninguém sobre o assunto, nem obviamente autorizou alguém a falar em seu nome, e só fará depois de, no tempo apropriado, ouvir os partidos políticos representados na assembleia da República”, lê-se numa nota emitida pela Presidência da República.

Não será tão cedo que o mudo se vai transformar em papagaio.

Croc

Lacoste

Milou

Ao lado de Tintin encontramos desde a primeira hora Milou, um cão inteligente que é um companheiro e um cúmplice de todas as aventuras.

Não é inteiramente animal, pois Hergé confere-lhe o dom da palavra e algumas das características que habitualmente se podem encontrar nos humanos: realismo, coragem e preocupação com o seu conforto, mas também instinto batalhador... e muita gulodice.

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 8

Alberto João C. G. Jardim
Jardim responde
Data: 11-01-2009

1. O "diário de notícias" do Funchal, uma vez mais assume-se como um dos instrumentos anti-autonomistas com que Lisboa e os seus apêndices podem contar.

2. Numa secção marcada pelo desfile de patologia psiquiátrica, publica uma "carta" que atribui aos residentes no rectângulo peninsular, o pagamento do espectáculo pirotécnico de fim-de-ano na Madeira.

3. Tratando-se de uma despesa do Povo Madeirense, através do seu Orçamento, a publicação de uma mentira destas não pode passar sem o mais vivo protesto e repúdio, só faltando, agora, também a sugestão de algum frustrado para que se ponha termo às Festas do Fim do Ano na Madeira e, quiçá, também ao Natal!...

Alberto João C. G. Jardim

Telenovela SIC Fim-de-Ano - 7

Carla Freitas
Ignorância
Data: 11-01-2009

Antes de mais, um bom ano para si, meu caro Amigo Português Luís Gonçalves (autor da carta "contra os ilhéus fundamentalistas do dia 08/01/09). Venho reforçar-lhe a ideia que realmente você não é obrigado a ver o fogo do dia 31 na Madeira, até porque penso que você deve-se encontrar muito mais ocupado a recolher os vários sítios no continente onde existiram festas e houve também fogo-de-artifício. Caso a sua capacidade mental não seja suficiente, aconselho-o a pegar numa calculadora (não precisa ser científica) e somar os "pequenos" valores que foram gastos em cada sítio em que houve fogo-de-artifício e após a soma compare com o tão "desperdiçado" dinheiro no fogo-de-artifício na Madeira.

Relembro-lhe que após essa comparação deve pôr na balança que a Madeira é uma ilha que não vive simplesmente à custa do dinheiro que, como você diz, é proveniente dos contribuintes do continente, que na minha escassa cultura, acho que também são portugueses, ou não? Pagam, mas vivemos muito do turismo. E convém ver as receitas que a Madeira obteve a nível de ocupação hoteleira e restauração e demais negócios que o turismo movimenta, bem como os postos de trabalho de muitas famílias que ele "sustenta", e compare com o dinheiro investido no tão escandaloso fogo-de-artifício que o choca em demasia. Sim, porque caso a sua lavoura não esteja em dia, digo-lhe que esta é uma quadra em que muitos turistas nos visitam (até vêm daí, da sua territa, da qual parece que as ilhas não fazem parte), os quais fazem com que a nossa ocupação hoteleira seja suficiente ao ponto de se justificar o investimento no fogo-de-artifício, pois vêm cá pela nossa alegria, tratamento, acolhimento e maneira de recebermos o novo ano! Meu caro amigo Português: eu, como sua colega de Nacionalidade, referiu-lhe que para criticarmos algum ponto convém analisarmos tudo à sua volta. Sabe, é que não basta lermos e vermos determinadas notícias para que se fique esclarecido, mas já lá vai um ditado antigo em que diz "pior cego é aquele que não quer ver".

Convido-o a passar a próxima passagem de ano cá e analisar tudo o que se passa nesta época, os benefícios que o turismo nos traz. Caso não tenha possibilidades financeiras de cá vir (pois sei que não é fácil pagar a alimentação de tantas ilhas durante o ano todo), nós faremos uma vaquinha com o dinheirinho da mesada que vocês nos dão, para que lhe seja possível pagar a viagem. Após isso, se a sua consciência (se existir, claro) continuar a afirmar estes seus sarcásticos votos de um bom ano, aí então os aceitarei, mas até lá censurarei tal ignorância.

Fique bem e já agora não se esqueça de pagar o pão para o meu pequeno-almoço de amanhã!...

Carla Freitas