sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Magalhães suspenso

Vão suspender a entrega de mais computadores magalhães.

Gostaria de saber como é que os putos e os mais graúdos vão poder consultar as páginas do Facebook para lerem as comunicações do nosso primeiro ministro e do nosso presidente da república

Nota: para os mais distraídos 'primeiro ministro' e 'presidente da república' estão escritos em minúsculas não por causa do acordo ortográfico mas por não serem palavras que neste momento mereçam maiúsculas.

Vão substituí-los por pedra de ardósia?

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A escola

Só mesmo assistindo ao drama é que se dá o valor. Pais desesperados procuram livros e materiais usados pois não podem comprar novos aos filhos. Para já nem falar de transportes e alimentação. Que raio de sociedade é esta afinal? Para onde vão os meus descontos? Voltamos à idade média onde estudar era um luxo reservado só a alguns?

Disseram-me uma vez que quanto menos filhos dos pobres estudassem melhor seria para os que ricos e poderosos governassem. Na altura achei meio fantasioso. Agora que aos poucos a caravana vai regressando aos anos 50 apercebo-me que tinham razão. Infelizmente.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cadeado

Cadeado

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Ortografias vesgas

E a barraca do tal acordo ortográfico que no fundo ainda ninguém percebeu para que serve, exceptuando a Microsoft, continua a nos azucrinar os dias. Foi mais uma daquelas coisas desnecessárias que os nossos governantes tanto gostam de apregoar, na linha de pensamento do computador magalhães, para vermos que trabalham em coisas muito importantes para o País. E entretanto vão-se empurrando os problemas reais, que afectam as pessoas reais, com a barriga. Por detrás de palavras bonitas e falaciosas, cuidadosamente escolhidas por uma cáfila de assistentes, apresentam-se projectos transvestidos de grande importância. ..

Constatações

O risco está, então, na falta de confiança no Estado português! Que credibilidade tem um Estado que não fomenta o crescimento económico, que acolheu a corrupção de braços abertos, endividando-se para servir clientelas partidárias, sem justiça, com serviços públicos onerosos e de fraca qualidade, que explora fiscalmente os seus cidadãos mais pobres e carenciados? Para mim, nesta altura, muito pouca.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cartão do Pobre

Porque sinceramente nem sei o que pensar.  Sinto-me desconfortável. Vivo num país onde existe agora um 'cartão do pobre'. Não me sinto seguro. As palavras cedo descobri que não passam de sons sem significado e são proferidas habilmente conforme o contexto. Alguém me poderia ajudar pelo menos a compreender? Saber que alguém numa fila apresenta um cartão atestando a sua pobreza é muito violento.

Inadmissível!

Por um lado saber que alguns vivem na selva cor-de-rosa, nas revistas e artigos mundanos, ocos, falando sobre modas e roupas, em poses ostentando bronzeados perfeitos e ali mesmo ao lado, outros, de 'cartão do pobre' na mão provam não poder pagar a conta de electricidade? E isto exactamente no mesmo país?

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As mentirinhas inocentes

Já deu para perceber à muito que uma coisa é estar na oposição política a mandar umas postas de pescada e outra é estar no governo a dar as ordens. Desde o 25 de Abril que as mentiras sempre foram utilizadas indiscriminadamente pelos nossos políticos independentemente do partido a que pertencem. No entanto constato que com o decorrer dos anos em vez de se cimentar a democracia o que se nota é um aumentar das mentiras que se proferem quer nos jornais como nas tv's.  A desinformação e confusão é aliada de interesses obscuros e nunca ninguém será chamado "à pedra" para justificar o que disse uns dias atrás.

Acho que a língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira.

Neste círculo vicioso estão incluídos os nossos mais altos magistrados da nação que deveriam ser as referências do nosso regime democrático. E depois, o comum mortal vem a descobrir que tudo não passou de uma 'mentirinha' inocente que, no entanto, condicionou a opinião pública na altura benificiando alguém. Mas isso já não interessa para nada. Ninguém vai ser responsabilizado que mesmo desmentida no dia seguinte já não tem importância pois o primeiro impacto é que conta.

E lá continuamos sem poder confiar no que nos dizem. Foi para isto a democracia?

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Os Políticos no ciberespaço

Os políticos portugueses descobriram o facebook. Deus nos acuda. Mesmo que não sejam os próprios a escrever os posts, perfeitamente normal, já não lhes chegava poluir os telejornais e os diários. Tinham de vir para o ciberespaço. A tentação foi muito grande e não resistiram.

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