sexta-feira, 18 de julho de 2008

A Pessoa Assertiva

A pessoa assertiva expressa os seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma. Adopta uma posição clara e transparente, sem disfarces ou máscaras.


Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial e nunca tendenciosa.

Enfrenta o problema e não a pessoa; o seu foco é o “facto” e não o “agente do facto”.

É firme, quando necessário, sem ferir ninguém.

Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o do outro.

Faz valer os seus direitos sem, contudo, negar os direitos dos outros, que considera tão importantes quanto os seus.


O Fosso

Dharavi - Índia

Favela de Paraisópolis - Brasil

Caracas - Venezuela

A Extrema divisão entre pobres e ricos em 3 simples fotos.


Dharavi
– a casa de mais de um milhão de pessoas fica mesmo no centro da capital financeira Mumbay (Bombay). Nada lembra agora a vila piscatória que foi antigamente.


Favela de Paraisópolis
– Morumbi, São Paulo


Caracas
- Venezuela

Numa só palavra: IMPRESSIONANTE

O Analfabeto Político

"Interessante. O fosso entre ricos e pobres não é tão grande quanto pensávamos"
Cartoon by Nicholson - "The Australian" newspaper - aqui


"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto, e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht (1898-1956)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A OBESIDADE NA POPULAÇÃO PORTUGUESA

A epidemia do séc XXI é a obesidade. Não sou eu que o afirmo são os especialistas europeus. Esta “doença” abrangerá no futuro cerca de 155 milhões de crianças. Na Europa actualmente 22 milhões já têm excesso de peso. As previsões indicam um aumento da ordem dos 400 mil por ano...

A Comissão Europeia preocupada com esta questão lançou um programa contra a obesidade e disponibilizará uma verba de 90 milhões de euros por ano para promover a distribuição gratuita de fruta e legumes nas escolas do 1.º ciclo.

Inquéritos realizados num estudo do “Pró Children” indicam que só 17,6 por cento das crianças com 11 anos comem a quantidade recomendada pela OMS (400 gramas/dia). Portugal e a Áustria, com 265 gramas, são os que apresentam melhores resultados.

No entanto isto não garante a Portugal um lugar entre os menos obesos. As crianças portuguesas estão entre as mais gordas da Europa. Em conjunto com as espanholas, as portuguesas são aquelas que têm um Índice de Massa Corporal acima da norma para a idade, segundo revela o estudo europeu “Pro Children”.

Áustria, Bélgica, Dinamarca, Islândia, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Suécia foram os países avaliados por este estudo que em Portugal foi coordenado pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto. o “Pro Children” confirma que dos nove países estudados, o nosso era o que apresentava uma maior prevalência de crianças que, aos 11 anos, tinham peso a mais ou já eram obesas:

  • 30,6 por cento de rapazes
  • 21,6 por cento de raparigas

No Sul da Europa a prevalência da obesidade infantil situa-se entre os 20 e os 35 por cento, enquanto no Norte está entre os 10 e os 20 por cento. Este facto "Está relacionado com a perda dos valores da alimentação tradicional de características mediterrânicas, e também com o baixo nível educacional dos pais" segundo João Breda, coordenador da Plataforma Nacional contra a Obesidade da Direcção-Geral da Saúde.

AS SOLUÇÕES

Ao contrário de países como a Bélgica, Noruega ou Inglaterra, Portugal optou por não proibir alimentos nas escolas do tipo batatas fritas, refrigerantes, chocolates e snacks, mas o Ministério da Educação tem vindo desde 2007 a fornecer recomendações quanto aos produtos que devem ser promovidos ou evitados nos refeitórios e sobretudo nos bufetes escolares.

Lacticínios, fruta e hortícolas e pão estão entre os alimentos a promover, enquanto os fritos, folhados, refrigerantes, bolos com creme e guloseimas estão entre os géneros a "não disponibilizar."

Em todos eles a presença de sopa no menu é obrigatória. No entanto isto não quer dizer que o seu consumo o seja, pelo menos a partir do 5.º ano, onde a liberdade dos alunos começa a ser maior.

Em Outubro deverá ser também apresentado em Portugal e em outros nove países europeus o novo projecto europeu “Pro Greens”. Este pretende promover e avaliar o consumo de fruta e produtos hortícolas em crianças entre os 10 e 12 anos. Mais uma vez a responsável pelo projecto em Portugal será a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto mas por falta de meios a sua implementação poderá ficar limitada à cidade do Porto.

A PREVENÇÃO

Segundo um estudo recentemente divulgado as iniciativas que têm sido desenvolvidas no âmbito da prevenção da obesidade não chegam a 87% da população de Portugal continental. Os estudantes e os reformados são os menos informados.

Ainda segundo este mesmo estudo mais de metade dos portugueses não costuma praticar actividade física, não procura aconselhamento nutricional e nada faz para evitar o excesso de peso.

A maioria da população (55 por cento) não costuma praticar actividade física por falta de tempo (45 por cento) ou preguiça (28 por cento), sendo que 64 por cento não procura aconselhamento sobre alimentação saudável, muitos também por falta de tempo (29 por cento). Paralelamente, 61 por cento não faz nada para evitar excesso de peso, por considerar que não precisa ou "está bem assim" (77 por cento), por preguiça (10 por cento) ou falta de tempo (7 por cento).

A publicidade – “a falta de capacidade de parte da população, nomeadamente a mais jovem, de interpretar as suas mensagens" também constitui uma das razões segundo Miguel Rego (nutricionista e membro do grupo executivo da Plataforma contra a Obesidade), porque a população mais jovem é induzida a fazer escolhas desadequadas.

ACTUALIZAÇÃO DE DADOS

Na revista Obesity Reviews (Dez 2007), foi publicado um estudo com uma amostra representativa de 8116 participantes, que actualiza a prevalência da obesidade em Portugal, para adultos, com dados referentes a avaliações realizadas entre 2003-2005.

Relativamente a indicadores de distribuição de gordura, 45,6% dos participantes manifestavam risco cardiovascular aumentado com base no valor do perímetro da cintura, uma medida da quantidade de gordura depositada na região abdominal. Foram identificados grupos específicos da população com maior prevalência da obesidade, designadamente os grupos de baixo nível socio-económico e de baixos índices de instrução.

Este texto foi baseado em diversos artigos do Jornal “O Público”


terça-feira, 15 de julho de 2008

O futuro é uma coisa muito esquisita, não é? E a energia?

De vez em quando tenho uns sonhos disparatados. Perguntei uma vez a minha mãe se me tinha deixado cair de cabeça no chão quando era pequeno e respondeu-me que não. Mas tenho as minhas dúvidas. Ultimamente ando de cabeça quente. Talvez até seja da idade. Ouvi dizer que quanto mais velho é um gajo mais lhe aquecem os miolos. Refrigeração insuficiente, deve ser o termo científico. Tubagens entupidas. Acho que até já entrei na fase de derretimento.

Passemos então a coisas menos sérias. Não sabia que tínhamos tantos especialistas no nuclear, em centrais térmicas, em energias renováveis. Afinal eu estava errado. Pensava que do ponto de vista dos nossos umbigos lusitanos estávamos à espera de uma solução externa para nos resolverem os problemas. O Vítor mandou ontem mais uma sandes de lombo de pescada com espinhas e a malta já anda toda a fervilhar. Uns a favor outros contra. É a discussão democrática de sempre. Está montado o circo da desinformação mais uma vez.

Os que discutiam futebol e a selecção com o saber científico da Universidade da Esquina da Rua do Sabão passam agora a discutir energia. Maldito petróleo.

E nem imaginava que existissem tantos cientistas em Portugal. Ena, tanta gente a falar. E bem falantes. Ouço uns gajos debruçados, na questão claro, análises de investimento e custos. Uns que medem e avaliam. Outros são intangíveis e escondidos. Rios e arrefecimentos, caudais e estudos dos caudais e mais coisas que nem sei bem o que são.

Mas estou preocupado sim senhor. Com o rumo que este país tem tomado desde há 30 anos estou mesmo preocupado com estas batatas pensantes. As batatas são sempre muito assertivas. Depois é que são elas. E porque raios é que seria diferente desta vez? Temos mais barraca à porta meus senhores. Já temos resíduos nucleares mesmo antes de termos a central montada.

A discussão pública em Portugal faz-se após as decisões já estarem tomadas. E para que servem? Para nada como sempre a conclusão é inconclusiva, como convém dirão uns. Mas é sempre positivo. Mesmo quando se discute o sexo dos anjos é divertido.

Alguns gajos técnicos e engenheiros daqueles que compram diplomas e passam com negativas em matemática nas nossa universidades estão a discutir uma coisa que nem devem ter capacidade para construir - penso. Divertido ou não? Melhor que isto é um chá de coentros todas as manhãs.

E porque toda a gente fala eu também posso falar, não é? Por isso aqui vai mais uma batata: antes de sermos mais eficientes com o modo como desperdiçamos a energia que dispomos actualmente, empurramos o problema para a frente e já falamos em soluções bombásticas. O carrito que muitas vezes deveria ficar na porta das nossas casas quando vamos tomar café ao bar da esquina a 100 metros. Os transportes públicos dentro das cidades. A TV e a luz que o menino deixa ligada enquanto vai para a rua dar uns pontapés na bola. E outras coisas simples que poderiam ser feitas não resolviam a totalidade do problema, mas ajudar acho que ajudavam.

E agora?

Eu sou só mais uma nódoa na teoria empírica da toalha suja que é este pais europeu. Coitado de mim.

É verdade. Ouvi dizer que contrataram agorinha mesmo um tal Professor Queiroz. Será que ele sabe? Afinal é professor não é? Penso que deve saber...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Primeiro Astronauta Português

O primeiro astronauta português
Primeiro foram as especiarias do Oriente. Cantou o poeta "cravo e canela". Quando a mina secou andámos aos tombos até que a providência nos deu o Ouro do Brasil. Ouro, Ouro, viva, viva o Ouro. Salvos. Grandes farras. Festas e festanças ostentação e luxos. A mina esgota-se novamente e mantivemo-nos na tristeza de mais um fado.

O destino atroz abate-se sobre os portugueses todos – os que festejam e os que viam os festejos dos outros. Depois a Senhora de Fátima deparou-nos mais uma graça. Os fundos comunitários. Deles fizemos mais umas festanças e mais esbanjamentos bem à maneira. O consumismo e o mediatismo tomaram conta de alguns. Não de todos claro. Enquanto uns festejaram outros viram passar o festejo. Agora pagamos todos. Nossa Senhora de Fátima nos acuda – prometemos que é a última vez...

E assim surge o profeta da desgraça. O desbocado. O boca grande. O bocarra que os nossos governantes nunca escutam. O Prof. Henrique Medina Carreira usado cirurgicamente por meios de comunicação social que sabem exactamente o que a casa gasta. Mesmo os que alimentam a situação mostram-se revoltados vá lá saber-se com o quê!? Os que outrora deram apoio incondicional agora são as madames ofendidas porque um cliente disse uma palavrão no bordel onde trabalham.

Foi com a mesma boca grande que quando ministro das finanças de um governo de Mário Soares, nos anos 70, e que perante um dos aumentos dos combustíveis, disse em directo num telejornal que
“os portugueses deveriam voltar a andar de burro”.

Decididamente este cavalheiro que adoro ver e ouvir é o primeiro astronauta português.

“O Estado não existe para dar respostas aos empresários, mas sim, para lhes dar condições de trabalho” e que devem ser “os empresários a traçar o seu próprio caminho.”

É por isso que gosto de si Professor, embora isso também não faça grande diferença. Mas gosto sim senhor. Verdade que sim. Juro.


quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Abelha Maia

Lá num país cheio de cor
Nasceu um dia uma abelha
Bem conhecida p'la amizade
Pela alegria e p'la bondade

Todos lhe chamam a pequena Abelha Maia
Fresca, bela, doce Abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia
Tão feliz e doce, Abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti

Numa manhã ao passear
Vi uma abelha numa flor
E ao sentir que me olhou
Com os seus olhitos de cor

E esta abelha era a nossa amiga Maia
Fresca, bela, doce Abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia
Tão feliz e doce, Abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti


terça-feira, 1 de julho de 2008

Petição do Silêncio...



Pedido de divulgação no:

http://thebraganzamothers.blogspot.com/ thebraganzamothers

"Faz hoje 2 meses que A Petição em Prol das Crianças Vítimas de Crimes Sexuais foi entregue no Palácio de Belém, sem que o Exmo. Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva tenha comunicado seja o que for, nem sequer a recepção da Petição, nem que a mesma iria ser objecto de análise, nada, rigorosamente nada. Também o pedido de audiência, remetido em Janeiro, continua sem resposta quase 7 meses depois. É assim que o Presidente escuta os cidadãos? É assim que o Presidente se mostra receptível às acções dos cidadãos? É assim que o Presidente demonstra o seu interesse nas questões relacionadas com as crianças, particularmente as que são vítimas de abuso sexual?... Aníbal Cavaco Silva, preso numa agenda política, demonstra ser mais um presidente "para Inglês ver". Shame on you Mr. President, Shame on you."

Por favor, façam circular este texto pela blogoesfera e por mail.

Nem tenho comentários a fazer...