terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aprender é sempre bom

Diria até que aprender é sempre muito bom. Hoje aprendi através do jornal da TVI a difererença entre "existem indícios fortes" e "existem indícios muito fortes". É que a segunda significa que o arguido - esta figura jurídica genuinamente portuguesa e que nunca condenou ninguém - no segundo caso já está "praticamente condenado" ou seja "com os pés na entrada da cadeia".

Eu que não sou jurista nem para lá sequer me dirijo penso que esta palavra "muito" vai fazer mais 10 títulos explosivos em jornais, 3 caixas em letra 35 nas revistas semanais da especialidade e o principal - 12 mesas redondas de discussão acalorada com os técnicos e sabichões do costume na TV.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O cromo da naftalina

O cromo da naftalina do PP anda agora embalado a chamar para si as honras de ter resolvido o tal "impasse" da Lei de Finanças Regionais.

A reboque dos acontecimentos mais relevantes e salientados pela nossa comunicação social, aqui nada de novo, viaja rapidinho à procura de protagonismo - o salvador da pátria?

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Cadeado

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Lei de Finanças Regionais

Depois de ter sido usada como cortina de fumo pelo Inginheiro, como se dela dependesse a dívida de todo o país, foram, finalmente, provadas alterações à lei.

Os partidos da oposição e o deputado socialista Luís Miguel França hoje por maioria, com os votos contra do PS, aprovaram as alterações.

E agora?

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Quinta-feira negra

Notícia no Jornal de Negócios:

"O comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos, Joaquín Almunia, admitiu ontem que a colagem que alguns analistas fazem da Grécia aos casos português, espanhol ou irlandês tem alguma razão de ser, na medida em que estes “ e outros” países da Zona Euro partilham alguns dos mesmos problemas.

Estas declarações fizeram com que os investidores intensificassem os receios de que Portugal veja o "rating" da sua dívida ser revisto em baixa pelas agência de notação financeira, referem analistas.

Os principais índices europeus estão a ser contagiados por este alarmismo, sendo que Portugal lidera as desvalorizações seguindo pelo índice espanhol, IBEX, que escorrega 3,58%.

O sector da banca é sempre o mais castigado nesta altura e está a cair 4,50% na Europa.

Por cá, os bancos não escapam com o BCP a afundar 8,66% para os 0,707 euros, o BPI a perder 6,27% para os 1,90 euros e o BES a depreciar 5,77% para os 3,769 euros.

Mas o panorama negro do PSI-20 não se reflecte apenas no sector da banca, já que uma regista uma cotada a afundar mais de 9%, três mais de 8% , 7 mais de 6%, quatro mais de 5% e cinco mais de 2%. A Teixeira Duarte protagoniza a maior desvalorização (9,63% para os 0,855 euros) arrastada pelo BCP.

Também a Brisa, em tempos considerada um título de refúgio em tempos de crise, protagoniza das maiores quedas. A concessionária desliza 8,32% para os 6,15 euros. Já a Cimpor escorrega 8,86% para os 5,63 euros, um valor inferior à contrapartida oferecida pelos brasileiros da CSN.

Entre as maiores quedas, de sublinhar ainda a Mota-Engil que desliza 6,63% para os 3,10 euros.

Entre os “pesos pesados”, a Portugal Telecom deprecia 1,41% para os 7,417 euros e a EDP escorrega 2,15% para os 2,689 euros. Já a *Galp Enegria* desliza 4,96% para os 11,12 euros."

Será que vai ser desta?

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Ora muito bem sr. Rangel

Quem fala assim não é gago. Por entre fait-divers e declarações absurdas surge alguém que diz algo que faz todo o sentido:

"Em vez de estar preocupado com a Lei de Finanças Regionais, o Governo deveria estar preocupado com a imagem que está a transmitir e com a desconfiança que está a passar aos mercados internacionais. Se não houver nenhum travão a esta estratégia e a estas declarações, a situação vai piorar mais nas próximas horas.

Nós chegámos a uma situação extrema, uma situação que internacionalmente é insustentável, que põe Portugal em termos económicos e financeiros numa situação muito complicada, semelhante à da Grécia, e que se deve à total falta de sentido de Estado e à total irresponsabilidade do Governo português."

Realmente o Inginheiro está claramente a forçar a ingovernabilidade do País de maneira a termos eleições antecipadas.

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Cadeado


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Melodia

Senta-se ao piano.

Tremem as mãos,

O olhar desce.

As teclas, desconjuntas,

Trocam o silêncio pelo exercício.

As mãos tremem.

Os olhos descem.

A música repousa no papel

E faz nascer infernos

E desejo de silêncio

No ar dorido.

A menina senta-se ao piano

E no tempo interrompido

Pelo rasgo dos dedos enregelados por arritmia,

As suas mãos procuram apenas a brisa intangível

Onde desliza, na cor dia, de uma asterácea,

A branca, breve e leve semente da mais secreta

E intocável

Melodia.


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