Não se fala do emprego e principalmente da falta dele.
Não se fala da avaliação dos professores.
Não se fala da dívida externa que é enorme e aumenta todos os dias.
Não se fala no estado do ensino cada vez mais fácil e a trabalhar para as estatísticas.
Não se fala no Freeport
Não se fala na Manuela Moura Guedes
Não se fala nos contentores de Lisboa
Não se fala na casa Pia
Não se fala...
Não se fala...
Não se fala...
Então de que se fala???
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O fim?
Sejam quais forem as conclusões a que se chegue, a dúvida sobre o envolvimento ou não do Senhor dos Tabús no recente caso das escutas vai pairar sobre Belém durante muito, muito tempo.
A Loira do PSD já veio a público e curiosamente no seu blog manifestar-se sobre o caso e fazendo pressão sobre o Senhor dos Tabús. A blogosfera realmente é do pior que há segundo as suas sábias palavras.
A sua mentora espiritual pelo seu lado também já disse que este fait diver não vai alterar em nada a sua campanha. Desde já deixo aqui as minhas condolências aos três intervenientes - os dois que falam e ao outro que fala muito no Presidente da República.
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A Loira do PSD já veio a público e curiosamente no seu blog manifestar-se sobre o caso e fazendo pressão sobre o Senhor dos Tabús. A blogosfera realmente é do pior que há segundo as suas sábias palavras.
A sua mentora espiritual pelo seu lado também já disse que este fait diver não vai alterar em nada a sua campanha. Desde já deixo aqui as minhas condolências aos três intervenientes - os dois que falam e ao outro que fala muito no Presidente da República.
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Portugalices,
Watertuga
Há coisas que não mudam
A principal cara do PND na Ilha da Lenha, o ex-deputado do relógio ao pescoço e da bandeira nazi na assembleia regional, continua a sua campanha pouco convencional. Após andar a passear um caixão laranja num carro fúnebre desta vez arranjou umas filmagens que mostram os filhos de alguns secretários regionais a saírem de carros oficiais que os vão pôr à escola. Recordo-me que após o 25 de Abril foi um dos assuntos que mereceram a atenção dos media e muitos dos que criticaram na altura fazem agora o mesmo.
Esta democracia tem coisas estranhas.
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Esta democracia tem coisas estranhas.
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Ilha da Lenha
Falar e não dizer nada
Pois é isso mesmo. A falar e a falar é que a gente se entende não é?
“Há realmente possibilidades de haver investimentos na Qimonda, quer em centros tecnológicos, quer mesmo em actividades produtivas. Estamos a fazer um esforço para as concretizar, mas só quando forem concretizadas é que vale a pena falar delas”, disse o presidente da AICEP, Basílio Horta.
37 palavras que na realidade significam:
- Não tenho nada... (3 palavras).
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“Há realmente possibilidades de haver investimentos na Qimonda, quer em centros tecnológicos, quer mesmo em actividades produtivas. Estamos a fazer um esforço para as concretizar, mas só quando forem concretizadas é que vale a pena falar delas”, disse o presidente da AICEP, Basílio Horta.
37 palavras que na realidade significam:
- Não tenho nada... (3 palavras).
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qimonda
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
150 anos de prisão
O escândalo Madoff rebentou em Dezembro de 2008. A 11 de Dezembro, Bernard Madoff era detido e formalmente acusado de fraude financeira, um crime económico tipificado no direito penal federal norte-americano. A 12 de Março de 2009, declarava-se culpado de onze crimes federais, mesmo quando era já evidente que não havia nenhuma possibilidade de acordo entre o acusado e os procuradores federais. No dia 29 de Junho de 2009, foi condenado a 150 anos de prisão efectiva e sem direito a liberdade condicional. Madoff anunciou quase imediatamente que não haveria recurso da sentença.
A resolução do caso Madoff em seis meses, dada a sua complexidade e o volume financeiro da fraude, bem como a ausência de manobras processuais dilatórias da defesa e a aceitação da sentença sem recurso, contrastam inevitavelmente com os nossos casos mediáticos que se arrastam demoradamente pelos nossos tribunais.
Dada a reconhecida ineficiência e ineficácia do nosso modelo, a defesa faz-se na alegada superioridade moral e ética. O nosso direito penal é moderno, avançado, racional, favorável à reintegração do criminoso recuperado e à protecção das vítimas. Na verdade não o nosso direito, mas o direito alemão e o direito italiano, porque cá inventou-se muito pouco. O direito penal norte-americano é primitivo, obsoleto, irracional, retributivo - diz-se.
Pouco importa, no entanto, se o senhor Madoff é condenado a 20 ou a 150 anos de prisão. O que mais choca são os aspectos processuais. O caso Madoff em Portugal acabaria como acabam todos, embrulhado em manobras processuais, com recursos de tudo e nada, estratégias dilatórias, e finalmente vítima da prescrição.
O caso Madoff demonstra o ridículo que é termos processos que levam anos e anos, sem fim à vista, com regras processuais que permitem o abuso continuado, que inibem os magistrados judiciais de sentenciar em tempo oportuno, e não permitem aos magistrados do Ministério Público um gestão eficiente dos seus recursos cada vez mais limitados.
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A resolução do caso Madoff em seis meses, dada a sua complexidade e o volume financeiro da fraude, bem como a ausência de manobras processuais dilatórias da defesa e a aceitação da sentença sem recurso, contrastam inevitavelmente com os nossos casos mediáticos que se arrastam demoradamente pelos nossos tribunais.
Dada a reconhecida ineficiência e ineficácia do nosso modelo, a defesa faz-se na alegada superioridade moral e ética. O nosso direito penal é moderno, avançado, racional, favorável à reintegração do criminoso recuperado e à protecção das vítimas. Na verdade não o nosso direito, mas o direito alemão e o direito italiano, porque cá inventou-se muito pouco. O direito penal norte-americano é primitivo, obsoleto, irracional, retributivo - diz-se.
Pouco importa, no entanto, se o senhor Madoff é condenado a 20 ou a 150 anos de prisão. O que mais choca são os aspectos processuais. O caso Madoff em Portugal acabaria como acabam todos, embrulhado em manobras processuais, com recursos de tudo e nada, estratégias dilatórias, e finalmente vítima da prescrição.
O caso Madoff demonstra o ridículo que é termos processos que levam anos e anos, sem fim à vista, com regras processuais que permitem o abuso continuado, que inibem os magistrados judiciais de sentenciar em tempo oportuno, e não permitem aos magistrados do Ministério Público um gestão eficiente dos seus recursos cada vez mais limitados.
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Portugalices
O bom povo
As eleições estão à porta. Os políticos viciados de sempre, os agarrados, estão ao rubro vociferando palavras ocas que o povo bebe na maior parte das vezes sem sequer lhes tomar o significado. O mesmo bom povo que não vota e se queixa do modelo da democracia portuguesa. O mesmo bom povo que sofre na pele diariamente os erros e as mentiras dos mesmos. O mesmo bom povo que não aprende que a democracia depende unica e exclusivamente dele e do seu voto. Os que dizem "nesse não voto!" e depois ao chegarem à boca da urna exitam e acabam votando no mesmo...
Fala-se no exercício pleno da democracia, do voto e do poder do povo, e ao mesmo tempo evocam-se tempos de repressão e de polícia política. Questiona-se o valor da democracia dos outros porque a nossa está sempre bem. Esquece-se o passado e discute-se o TGV como se fosse o principal problema deste país pobre e ridículo de fraca educação e que esquece a sua cultura.
Enfim: estamos em eleições.
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Fala-se no exercício pleno da democracia, do voto e do poder do povo, e ao mesmo tempo evocam-se tempos de repressão e de polícia política. Questiona-se o valor da democracia dos outros porque a nossa está sempre bem. Esquece-se o passado e discute-se o TGV como se fosse o principal problema deste país pobre e ridículo de fraca educação e que esquece a sua cultura.
Enfim: estamos em eleições.
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Portugalices
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