terça-feira, 22 de setembro de 2009

O fim?

Sejam quais forem as conclusões a que se chegue, a dúvida sobre o envolvimento ou não do Senhor dos Tabús no recente caso das escutas vai pairar sobre Belém durante muito, muito tempo.

A Loira do PSD já veio a público e curiosamente no seu blog manifestar-se sobre o caso e fazendo pressão sobre o Senhor dos Tabús. A blogosfera realmente é do pior que há segundo as suas sábias palavras.

A sua mentora espiritual pelo seu lado também já disse que este fait diver não vai alterar em nada a sua campanha. Desde já deixo aqui as minhas condolências aos três intervenientes - os dois que falam e ao outro que fala muito no Presidente da República.


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Há coisas que não mudam

A principal cara do PND na Ilha da Lenha, o ex-deputado do relógio ao pescoço e da bandeira nazi na assembleia regional, continua a sua campanha pouco convencional. Após andar a passear um caixão laranja num carro fúnebre desta vez arranjou umas filmagens que mostram os filhos de alguns secretários regionais a saírem de carros oficiais que os vão pôr à escola. Recordo-me que após o 25 de Abril foi um dos assuntos que mereceram a atenção dos media e muitos dos que criticaram na altura fazem agora o mesmo.

Esta democracia tem coisas estranhas.

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Falar e não dizer nada

Pois é isso mesmo. A falar e a falar é que a gente se entende não é?

“Há realmente possibilidades de haver investimentos na Qimonda, quer em centros tecnológicos, quer mesmo em actividades produtivas. Estamos a fazer um esforço para as concretizar, mas só quando forem concretizadas é que vale a pena falar delas”, disse o presidente da AICEP, Basílio Horta.


37 palavras que na realidade significam:

- Não tenho nada... (3 palavras).

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não resisti

Não consegui mesmo...
Qualquer dia temos mais estrangeiros
que portugueses
no que deveria ser uma selecção nacional de... portugueses.
Será que o problema não é esse???

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150 anos de prisão

O escândalo Madoff rebentou em Dezembro de 2008. A 11 de Dezembro, Bernard Madoff era detido e formalmente acusado de fraude financeira, um crime económico tipificado no direito penal federal norte-americano. A 12 de Março de 2009, declarava-se culpado de onze crimes federais, mesmo quando era já evidente que não havia nenhuma possibilidade de acordo entre o acusado e os procuradores federais. No dia 29 de Junho de 2009, foi condenado a 150 anos de prisão efectiva e sem direito a liberdade condicional. Madoff anunciou quase imediatamente que não haveria recurso da sentença.

A resolução do caso Madoff em seis meses, dada a sua complexidade e o volume financeiro da fraude, bem como a ausência de manobras processuais dilatórias da defesa e a aceitação da sentença sem recurso, contrastam inevitavelmente com os nossos casos mediáticos que se arrastam demoradamente pelos nossos tribunais.

Dada a reconhecida ineficiência e ineficácia do nosso modelo, a defesa faz-se na alegada superioridade moral e ética. O nosso direito penal é moderno, avançado, racional, favorável à reintegração do criminoso recuperado e à protecção das vítimas. Na verdade não o nosso direito, mas o direito alemão e o direito italiano, porque cá inventou-se muito pouco. O direito penal norte-americano é primitivo, obsoleto, irracional, retributivo - diz-se.

Pouco importa, no entanto, se o senhor Madoff é condenado a 20 ou a 150 anos de prisão. O que mais choca são os aspectos processuais. O caso Madoff em Portugal acabaria como acabam todos, embrulhado em manobras processuais, com recursos de tudo e nada, estratégias dilatórias, e finalmente vítima da prescrição.

O caso Madoff demonstra o ridículo que é termos processos que levam anos e anos, sem fim à vista, com regras processuais que permitem o abuso continuado, que inibem os magistrados judiciais de sentenciar em tempo oportuno, e não permitem aos magistrados do Ministério Público um gestão eficiente dos seus recursos cada vez mais limitados.

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O pacote

Será que o pacote foi encomendado no caso do email e das supostas escutas ao Senhor dos Tabús? ..

O bom povo

As eleições estão à porta. Os políticos viciados de sempre, os agarrados, estão ao rubro vociferando palavras ocas que o povo bebe na maior parte das vezes sem sequer lhes tomar o significado. O mesmo bom povo que não vota e se queixa do modelo da democracia portuguesa. O mesmo bom povo que sofre na pele diariamente os erros e as mentiras dos mesmos. O mesmo bom povo que não aprende que a democracia depende unica e exclusivamente dele e do seu voto. Os que dizem "nesse não voto!" e depois ao chegarem à boca da urna exitam e acabam votando no mesmo...

Fala-se no exercício pleno da democracia, do voto e do poder do povo, e ao mesmo tempo evocam-se tempos de repressão e de polícia política. Questiona-se o valor da democracia dos outros porque a nossa está sempre bem. Esquece-se o passado e discute-se o TGV como se fosse o principal problema deste país pobre e ridículo de fraca educação e que esquece a sua cultura.

Enfim: estamos em eleições.

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A volta do que nunca foi?

Já voltei e como diz o povo: mais vale tarde que nunca.

Existem muitas coisas escritas e muitas ainda por escrever, muitos apontamentos e muitas ideias mas, o mais provável, é que muitas delas vão parar ao meu arquivo (lixo). É que são tantos os assuntos, tantas as discussões que mais vale esquecer a maioria dos passados e dedicar, quem sabe, um pouco do meu tempo aos novos - assuntos, claro.

Hoje começaram as aulas na Ilha da Lenha e os meus 2 pequenos lá foram de mochila às costas para cumprir mais este ano lectivo.

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