segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O tabaco e o lucro

O tabaco é dinheiro em caixa para o Orçamento do Estado Português. A carga fiscal sobre cada maço de cigarros pode atingir os 85,3 por cento e as receitas têm vindo, excepto em 2007, sempre a crescer. Este ano, só no primeiro semestre as receitas já subiram mais de 16 por cento, atingindo os 390,6 milhões de euros, o que faz com que este seja um dos impostos com melhor desempenho orçamental.

Os maldosos do costume já dizem que Estado é um dos principais interessados em que a malta continue a fumar bastante.

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Qimonda

A Nissan escolheu Portugal como um dos países onde se fabricarão baterias para carros eléctricos. A instalação poderá ser em Estarreja ou Sines.

Só espero que desta vez tenham sido devidamente acautelados os direitos dos trabalhadores portugueses para que não aconteça o mesmo que na Qimonda.

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Equilíbrios difíceis

"Em nome da segurança não podemos esmagar a liberdade do cidadão. E em nome da liberdade não podemos descurar a segurança individual. É um equilíbrio difícil. Seria mau esmagar a liberdade para impor uma segurança reforçada” disse Marinho Pinto.

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Cadeado


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Ervinhas e morcegos

A presidente da Quercus Madeira defende que não deverão ser instalados mais aerogeradores na zona do Paul da Serra por entender que já está sobrelotado. Diz ainda que desde o momento da instalação se destroem plantas e, algumas vezes, não se respeitam os estudos de impacto ambiental - segundo o DN da Ilha da Lenha. Embora não estejam previstos nos projectos iniciais em alguns casos abrem-se pequenas estradas em terra para levar o material, provocando estragos nas plantas e quando entram em funcionamento afectam as aves e os morcegos.

Será o caso de perguntar mas afinal em que ficamos? A energia eólica é uma "energia limpa" tanto quanto sei e reduz a dependência dos derivados do petróleo, sobretudo o fuel óleo usado na Ilha da Lenha para a produção de electricidade. Concluindo e no meu fraco entender quanto mais ventoinhas melhor para o meio ambiente embora custem algumas plantas, ervinhas, raízes e morcegos. No final ganhamos todos incluindo as famílias dos sacrificados.

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De férias mas em trabalho

Mais um que vai de férias para trabalhar? É o que parece que vai acontecer nas férias do Senhor dos Tabús (que só abre a boca para falar do Estatuto dos Açores). Tudo a bem da unidade nacional, claro. Então, a jeito de conclusão, sua excelência vai levar nem sei quantos diplomas para análise e que nas suas palavras "davam para encher um bom jipe" - ainda bem que não foi um camião senão 1 mês de férias não chegava...

Também decidiu que durante o mês de Agosto não fará "declarações com conotações politico-partidárias" o que quer dizer que continua igual a ele mesmo - mudo e calado. Existem por aí uns maldosos que dizem que não quer correr o risco de ficar de castigo como ficou uns anos atrás quando afirmou que a bolsa era para especialistas...

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Qimonda

E continua o baile...

O consórcio português constituído pelas empresas DST, Visabeira e EDP, pela Sociedade de Capital de Risco Inovcapital e pelos Bancos BPA, BES e BCP, que estabeleceu no passado dia 5 de Junho um princípio de acordo para a aquisição dos activos solares da Qimonda AG (projecto Itarion) e para o financiamento do respectivo projecto, vem comunicar que não foi possível concluir com sucesso as negociações que vinham a ser mantidas com o parceiro alemão Centrosolar.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Notícias estupidamente estúpidas...

Já sabia que os culpados do país não sair da cepa torta são sempre os mesmos: os professores e os enfermeiros. São estas duas classes que englobam os ranhosos dos funcionários públicos que estão a atrasar isto tudo com as greves e tal... E sendo nós um país de estúpidos convém arranjar notícias estúpidas...

Pode-se ler nos jornais de hoje que Portugal é, juntamente com a França, o país da União Europeia onde os funcionários públicos trabalham menos horas por semana. No ano passado, os funcionários do Estado trabalharam em média 35 horas, enquanto no resto da Europa os trabalhadores do sector público fizeram em média 38,3 horas semanais.

Coitados... trabalham tanto e nós para aqui a descansar nas esquinas.

Mas alguma vez a produtividade de um país dependeu directamente das "horas trabalhadas" por alguém? E ninguém lhes disse que comparar Portugal com outro país europeu - França - faz desta notícia uma notícia estupidamente estúpida.


Se chegarmos ao pé de um qualquer trabalhador a lhe dizer que tem de produzir mais o que significa isso? Que tem de entrar no emprego mais cedo e sair mais tarde? Que tem de prescindir do seu horário de almoço em nome da "produtividade"? Mas afinal alguém me explica como é que se pode produzir mais? É que ouvimos ano após ano as mesmas palavras - temos de produzir mais - mas ninguém nos explica qual a fórmula mágica para isso.

E não caberá aos nossos políticos e amigos governantes criarem as condições para que os trabalhadores, como eu e outros, possamos "produzir mais?"


Ou será que anda para aí muita gente a perder tempo em reuniões, viagens, intervalos para cafezinhos, powerpoints e não se dignem fazer o trabalho que era suposto fazerem?

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